sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Capítulo 8 -Talvez um dia eu diga que me podes beijar

Ora bem meninas hoje peço-vos para deixarem um cometário com a vossa opinião pois o feedback cada vez é menor e eu sinceramente pensei em acabar com a fic por isso façam esse pequeno favor. Beijinhos


Aquilo de ele me beijar sem eu estar à espera tinha mesmo que acabar! Quem é que beija assim uma pessoa do nada?! Pelos visto o Sérgio …
-PÁRA- Disse dando-lhe um empurrão que fez com que ele desse uns quantos passos atrás- isto de dares beijos às pessoas a torto e a direito tem que acabar! Isto não é assim como tu queres, queres beijar de certeza que arranjas ai muitas meninas na rua com vontade de te beijar agora para mim beijo tem que ter sentimento, tem que ser com alguém que eu ande/namore o que for e contigo não acontece nada disso por isso da mesma maneira que vieste aqui vais embora ADEUS!- dito isto bati-lhe com a porta na cara.
-Vamos falar direito – disse ele do lado de porta da porta
-NÃO!- exclamei- vai embora!- com a esperança de ele ir embora fui vestir o pijama e aquecer uma caneca de leite, sim, porque depois da chuva que apanhei ia saber muito bem uma caneca bem quente de leite com chocolate.


Além disso, amanha tinha que ir a faculdade pedir os papéis para anulação da matrícula, era estupido estar em direito numa país que não era o meu e além do mais adorava psicologia por isso ia mudar para tal. Enquanto o leite estava acabava de aquecer quando ouvi a Diana a chegar e ouvi uma voz masculina, se fosse o Cannales outra vez matava-a e ela que nem pensasse que eu ia sair de casa! Estava a entrar na sala pronta para mandar vir com a Diana por ter trazido o Cannales aquela hora para casa quando dou de caras com o Sérgio no MEU sofá!
-Mas tu não desamparas a loja?!- disse abrindo os braços- quem é que te deixou entrar?- perguntei pousando a caneca
-Quem é que achas?- perguntou a Diana- Eu, como é óbvio!- olhei para ela e acho que o meu olhar não precisou que eu abrisse a boca, aquela rapariga as vezes parecia que era parvinha!
-Agora és obrigada a ouvir-me- disse ele
-Vá lá Clara não sejas para e ouve o moço, tu sabes que o queres ouvir- disse a Diana piscando-me o olho.
-Diana vai para o quarto masé!- disse apontando em direcção a porta- E agora nós- disse virando-me para o Sérgio- diz lá o que queres, é que esta situação parece-me um bocadinho Hollywood de mais para mim.
-Pronto pronto é só para pedir desculpa por ter dito o que disse, mas por este último beijo à não peço desculpa.
-Então porque não?- perguntei indignada
-Porque foi a única maneira de te calar!- disse ele rindo
-Não te rias é que sais já porta fora!- disse zangada
-Pronto!- disse levantando os braços em tons de rendição- Agora falando a sério, eu quero ser teu amigo, ou talvez mais que…
-É melhor mudares o teu discurso- disse tentando disfarçar um sorriso.
-Ah ah ah, pronto então deixa-me pensar, eu quero ser teu amigo, por isso Clara deixas-me ser teu amigo?- disse estendendo a mão para eu a apertar
Olhei para ele e ele sorria, ele até era um bom rapaz, mas que eu não iria/podia deixar que fosse mais que isso, que um amigo porque se a barreira fosse ultrapassada não iria ser nada bom. Ao olhar para ele muitos pensamentos me passaram pela cabeça, como era possível eu, uma rapariguinha com a mania que era adulta ser “amiga” de tantas pessoas famosas? Isto até era difícil de pensar, e se o dissesse em voz alta acho que não iria acreditar ou simplesmente iria sentir-me parva ao dize-lo. Despertei dos meus pensamentos e olhei para a mão dele que continuava estendida, sorri e apertei-lhe a mão:
-Podes, mas com uma condição- acrescentei
-Qual?- perguntou ainda de mão dada comigo
-Nada de beijos surpresa! Podes dar na cara, como amigos óbvio mas na boa não!
-Por mais difícil que isso vá ser eu aceito!- disse rindo-se
-Talvez um dia não eu diga que me podes beijar- disse em tom provocador
-Então, que assim seja, espero que esse dia chegue até la eu prometo que não o faço
-Pronto então acho que podemos chamar isto de acordo
-Podemos sim- respondeu- Pronto agora que finalmente falei vou-me embora besos guapa- disse dando-me um beijo bem delicado na bochecha. Algo no meu interior disse para o chamar, para o reter ali na minha casa e sem eu “mandar” saiu-me:
-Espera, se quiseres leva isto como prova que vou tentar não te insultar, nem espetar um estalo mas se quiseres podes ficar mais um bocado, eu ia ver um filme porque perdi o sono todo por isso se quiseres estás à vontade
Ele olhou-me durante uns segundos com um ar desconfiado mas acabou por aceitar:
-Porque não?
-Ok boa terror pode ser?
-Terror?- perguntou arregalando os olhos
-Posso sempre pôr um de romance que não seja por isso- Respondi vendo o “terror” nos olhos dele
-Na… não que seja de terror- disse gaguejando
-Até quero ver como é que isto vai correr- disse murmurando
Sentamo-nos no sofá e eu pus uma manta em cima das pernas e peguei numa almofada, sim porque eu até podia ver filmes de terror mas que metiam medo ai se metiam! Houve partes em que tive mesmo que fechar os olhos pois era assustador de mais mas o melhor do filme foi quando o Sérgio deixou fugir um “grito” e tapou a cara com a almofada! Ri-me até doer a barriga, tinha sido épica a cara dele, ele tinha ficada mais assustado que uma menina de 5 anos! Acabei por mudar de filme, não o ia torturar daquela maneira, o filme era comédia romance, a história era simples e típica, eles conheceram-se começaram a gostar um do outro, a “outra” apareceu estragou tudo mas depois o amor vence tudo e bla bla bla, a última coisa que me lembro foi de estar a olhar para a televisão e ver o Channing Tatum (actor principal) dizer “There’s no chame in being crazy”, e digo-vos aquela frase marcou-me.
Acordei com dores no pescoço e com alguém tocar-me no braço e a murmurar algo que me pareceu ser um “Bom dia”:
-Clara? Oh clara? Acorda! – abri os olhos e vi a Diana debruçada sobre mim
-Bom dia- disse espreguiçando-me
-Bom dia, tens companhia- disse apontando para o lado
Olhei para o lado e vi o Sérgio muito direitinho com a cabeça apoiada no braço do sofá a dormir profundamente:
-Vou fazer o pequeno-almoço- disse a Diana- faço para ele? –perguntou
-Podes fazer- Respondi vendo-a abandonar a sala. Olhei para ele e estava muito sereno a dormir até me ia custar a acordá-lo mas tinha que ser:
-Sérgio? – disse dando-lhe uma pancadinha no braço. Ele não acordava de maneira nenhuma portanto ia ter que ser de outra maneira- SÉRGIO! – Berrei
-Anh ? Que foi ?- levantou-se sobressaltado
-Ai desculpa- respondi rindo- mas não acordavas de maneira nenhum então opah teve que ser de choque
-Pois, já me disseram que sou uma pedra a dormir- respondeu esfregando os olhos- adormeci né?-perguntou
-Não, eu é que fui-te raptar a casa- disse ironicamente
-Começas bem o dia- respondeu bocejando
-Calou que senão esquece lá o café que a Diana te está a fazer
Tomamos os três o café e foi engraçado pois contei a Diana a reacção do Sérgio ao filme de terror ao qual ela se riu ainda mais que eu!
-Bem vou-me embora que tenho treino daqui a duas horas e não posso chegar atrasado e vocês têm que ir para a faculdade por isso eu depois amanha digo alguma coisa que hoje tenho jogo vá portem-se bem meninas- pegou no casaco na carteira e nas chaves do carro e dirigiu-se a porta mas antes de sair acrescentou:
-Boa sorte nessa mudança de curso, espero que desta acertes
-Esperas tu e espero eu- disse sorrindo- agora chô ! bom treino, ah e manda beijinhos ao Káká e ao Marcelo
- Posso perguntar porque?
-Podes, pergunta-lhes a eles ! Xau !- disse empurrando-o porta fora.
O dia foi ocupado, fui a faculdade e pedi a anulação das matrículas disseram-me que tinha que esperar até início de outro para tentar entrar na faculdade de psicologia, depois fui a faculdade de psicologia informar-me e ver o programa deles. Cheguei a casa e fui tomar banho, do banho jantei, depois de jantar vesti-me a correr e fui para o bar. Tive lá uma hora e vim embora, o Javier viu que estava cansada deixou-me vir embora. Cheguei a casa vesti o pijama e aterrei na cama! Levantei-me com a campainha a tocar mas para minha sorte a Diana foi mais rápida e foi abrir a porta.
-Quem é?- berrei
-É para ti- berrou em resposta. Sai da cama vesti um casaco e dirigi-me a sala onde estava o Sérgio a andar de um lado para o outra.
-Credo rapaz ainda me furas o chão que se passa?- perguntei ainda sonolenta
-Creio que temos um problema- disse dando-me uma revista pra a mão onde ele estava a entrar a noite em minha casa e a sair de manha com o titulo “Sergio com su nueva novia “
-Mas que merda é esta ?!- disse olhando estupefacta para a revista

O que irá acontecer depois disto? Até esta relação de amizade está condenada?




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Capítulo 7: Porque o gelo do meu coração é daqueles que foi obrigado a não derreter



O Marcelo continuava a dançar como se nada fosse, os restantes também mas um bocadinho pés de chumbo eu e o Káká eramos os únicos que tinha-mos dado pela entrada do Sérgio e do Cannales. Aquilo estava a ficar filme de mais para o meu gosto por isso pus-me direita, agradeci ao Káká por não me ter deixado cair ao qual ele respondeu com um dos seus sorrisos super fofos e olhei uma última vez para o Sérgio que se tinha sentado e estava com cara de poucos amigos.
-Uh uh uh isto está a aquecer- disse a Diana a rir-se.
-Não sejas parva- respondi com cara séria.
-Clara está na hora, tens alguma música que queiras cantar em especial?- perguntou o Javier
-Oh se tenho!- exclamei com um sorriso travesso
-Ai até tenho medo do que vai sair dai- disse a Diana pondo a mão na cara
Subi ao palco, respirei fundo e sorri, esperava que o Sérgio entendesse Inglês porque aquela música era para ele:


Gives You Hell
I wake up every evening
With a big smile on my face
And it never feels out of place
And you're still probably working
At a nine to five pace
I wonder how bad that tastes.

When you see my face,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you walk my way,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.

Now where's your picket fence, love?
And where's that shiny car?
And did it ever get you far?
You've never seemed so tense, love.
I've never seen you fall so hard.
And do you know where you are?

And truth be told, I miss you.
And truth be told, I'm lying.

(Refrão)
When you see my face,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you walk my way,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you find a man that's worth a damn,
and treats you well,
Then he's a fool,
You're just as well,
Hope it gives you hell.
I hope it gives you hell.

Tomorrow you'll be thinkin' to yourself
"Yeah, when did it all go wrong?"
But the list goes on and on.

And truth be told, I miss you.
And truth be told, I'm lying.

(Refrão)
When you see my face,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you walk my way,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you find a man that's worth a damn,
and treats you well,
Then he's a fool,
You're just as well,
Hope it gives you hell.

Now you'll never see
What you've done to me.
You can take back your memories
They're no good to me.
And here's all your lies,
You can look me in the eyes
With the sad, sad look that you wear so well

(Refrão)
When you see my face,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you walk my way,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell.
When you find a man that's worth a damn,
and treats you well,
Then he's a fool,
You're just as well,
Hope it gives you hell.

When you see my face,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell. (Hope it gives you hell.)
When you walk my way,
Hope it gives you hell, hope it gives you hell. (Hope it gives you hell.)

When you hear this song,
And you sing along
Oh, you'll never tell. (Oh, you'll never tell.)
Then you're the fool
You're just as well
Hope it gives you hell. (Hope it gives you hell.)

When you hear this song
I hope that it will give you hell. (Hope it gives you hell.)
You can sing along I hope that it
Would suit you well

Quando acabei de cantar a minha reacção foi olhar para onde estava o Sérgio e para minha surpresa ele já não estava lá. Olhei outra vez em meu redor e só via pessoas a aplaudir mas nada de Sérgio. “Saltei” do palco e fui sentar-me na mesa ao lado da do Káká:
-Ele foi embora- disse com um sorriso tímido
-Desculpa? Não percebi- disse
-O Sérgio… ele saiu, recebeu um telefonema e saiu
-Ah, não me faz diferença- disse tentando enganar-me a mim própria. Aquele homem tinha mexido comigo de uma maneira que nem um livro de 1000 páginas conseguia explicar.
-Eu sei que não nos conhecemos muito bem mas deu para ver na cara dos dois que se conhecessem e que existe ai alguma coisa- olhei para o Káká e fintei-o, ele era um rapaz doce e mesmo ao dizer aquilo parecia que tinha medo que eu me chateasse por isso decidi sorrir e ser honesta com ele, algo me dizia que podia confiar nele.
-Ora bem eu conheço-o a dias é impossível existir alguma coisa para além … sei lá …. De uma atracção (?)- disse de certa forma fazendo a pergunta a mim mesma
-Estou a ver- respondeu pensativo- O Sérgio é uma pessoa 5*, sempre animado e bem disposto mas no que toca as mulheres não assentou ainda, por isso não te iludas muito
-Ahahah eu? Não, eu acho que já estou vacinada contra sofrimento no que toca ao campo do amor. Quer dizer quem me ouvir falar pensa que eu gosto do Sérgio, que medo!- disse dando um abanão mental a mim própria
-O que queres dizer com “vacinada”?- perguntou curioso
-Cusco tu- Disse a rir- é uma daquelas histórias longas, que nunca te esqueces- disse tendo um grande momento de nostalgia.
-Não me considero cusco apenas gosto de compreender as pessoas, e apesar de me teres conhecido só hoje podes confiar em mim- disse a rir
-Pois isso é um bocado duvidoso visto que és colega/amigo do Sérgio e como disseste conheci-te hoje – respondi rindo também.
-Pois, acho que não tenho maneira de te provar que podes confiar em mim- disse a rir. Olhei-o nos olhos e consegui analisá-lo. Isto de estar a estudar Direito até dava jeito para analisar as pessoas, consegui perceber se ele mentia ou dizia a verdade ahah e o que é certo é que na minha opinião ele estava a ser sincero por isso arrisquei:
-Ora bem história com detalhes ou resumo? –disse rindo
-Com detalhes ahahah
-Depois diz que não és cusco, mas pronto vou começar. Aos 18 anos comecei a namorar com um rapaz chamado João, no início foi mais um curte sabes? Estávamos a conhecer-nos e tal mas depois a coisa começou a ficar séria, começamos mesmo a gostar um do outro, tínhamos planos para o futuro, falávamos de filhos, falávamos de ter uma família enorme numa casa enorme com piscina para os meninos brincarem, basicamente foi com ele que disse a palavra “amo-te”- parei e respirei fundo, a parte que se seguia era a mais chocante, a que me fazia derramar lágrimas atrás de lágrimas- tudo era lindo e maravilhosa cheio de brilhantes de fadinhas e mais não sei dos filmes encantados até que faz uns meses que eu o João e uns amigos fomos sair, ele bebeu um pouco de mais e os acidentes acontecem, ele decidiu ir para o meio da rua e numa fracção de segundos foi levado por um carro que vinha a alta velocidade desde ai nunca estive com mais ninguém nem nunca senti nada por ninguém, nem uma simples atracção até que apareceu o Sérgio…
-Caraca, sinto muito menina cê realmente é uma garota muito legal não merecia sofrer assim- disse pondo a mão dele sobre a minha.
-É verdade- disse limpando a lágrima que teimou em cair- todos nós temos algo que nos faz crescer e aprender e infelizmente alguns são de maneira mais forte que outros.
-Verdade, mas sabe você nota-se que é uma menina forte, eu sei disso porque eu lido com crianças com necessidades que todos os dias lutam pela vida e você tem um bocadinho dessa força deles- disse sorrindo
-Obrigada káká – disso rindo- mas não percebi essa das crianças- continuei, achando-me um pouco burra.
-Desde a uns anos atrás, 2004 mais precisamente, tornei-me um dos embaixadores da Organização das Nações Unidas para o Programa Alimentar Mundial, daí saber o que muitas crianças passam e tem que lutar para sobreviver
-Uau- Disse boquiaberta-Eu já pensei em juntar assim a alguma organização sabes? Acho que se temos possibilidade porque não ajudar os outros?
-A sério? Então um dia destes quando lá for levo-te comigo.
-Boa!- Exclamei- aiii as horas que são eu tenho que ir para casa!
-Sim eu também- respondeu olhando para o relógio- moras muito longe?
-Não- Respondi- moro já ali a frente, é rapidinho mas antes tenho que ir fazer um pedido de desculpas a uma certa pessoa…
Levantei-me e dirigi-me ao Cannales que como não podia deixar de ser estava com a Diana, ele mal me viu endireitou-se todo o que me fez rir o pobre coitado tinha ficado com medo de mim:
-Não te assustes que eu não mordo, só queria pedir desculpa pela minha reacção de hoje de manha estava um tanto ou quanto irritada e acabei por descarregar em ti e nem te conheço….
-Pois eu percebi, mas não tem mal todos nós tempos dias maus
-Uff.. Obrigada por perceberes, bem eu vou para casa tu pronto estás ai né… pronto depois vais lá ter
-Sim, não te preocupes, eu vou lá ter- disse a Diana rindo-se devido a minha “atrapalhação”.
Fui despedir-me o Káká e do Marcelo que disseram que amanha não vinham pois tinham jogo no dia seguinte mas que queriam mais noites de dança o que me fez rir, o Marcelo tinha um maneira de ser bastante engraçada e o Káká estava a tornar-se algo de interessante para mim, arrisco-me a dizer que se estava a tornar um amigo, por último despedi-me do Javier que estava bastante energético pois segundo ele “faturei tão mas tão bem guapa” ahahah ele era um homem engraçado. Raios! Estava na chover, a sorte é que era rápido do bar ao apartamento por isso dei uma corridinha até a porta. Enfiei a chave na fechadura e nesse momento senti uma mão a fazer-me força no ombro, pensei por segundos que estava/ia ser assaltada por isso virei-me lentamente para e dei de caras com o Sérgio:
- Oh só me faltava esta- disse eu pondo a mão na cintura- Que é que queres?- perguntei brutamente.
-Falar contigo, acho que é óbvio não?- respondeu secamente
-Tinhas um bar onde estava quente e com um ambiente fantástico e tiveste que esperar para que eu tivesse na rua, à chuva, a entrar em casa, se pensas que te vou convidar bem que podes dar meia volta e ir embora.
-Mas tu tens sempre que responder assim às pessoas?
-Aquelas que merecem sim, ah e já agora não ouviste a música que cantei era perfeita para ti - disse fazendo um sorriso irónico
-Pronto, ok eu não devia ter dito que foi “só” um beijo, mas o que queres que te diga? Eu não te conheço assim tão bem mas sei de uma coisa que mexes comigo! Em sim ouvi até ao refrão mas decidi não querer ouvir mais para enfim não me chatear
-Eu acho que tudo o que seja do sexo oposto ao teu mexe contigo, por isso… - aquilo foi o que me saiu da boca para fora mas o que o interior me dizia era “ tu também mexes comigo e de que maneira”.
-Não sejas assim!- exclamou ele- então eu estou-te a dizer uma coisa destas e tu dizes isso? Porque que não derretes um bocado desse coração?
-Porque o gelo do meu coração é daqueles que foi obrigado a não derreter- respondi friamente. Dito isto virei costas para entrar em casa e ele agarrou-me:
-Espera…- disse agarrando-me o braço, e em seguida sem me dar hipótese beijou-me.


Como irá reagir Clara? Irá ela conseguir deixar o João ir definitivamente embora da sua memória e aceitar que pode apaixonar-se outra vez? E será mesmo que o Galã do Real Madrid teria assentado ou Clara seria apenas mais uma?